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Diário
15/08/2008 08h19
POR QUÊ SERÁ???

POR QUÊ SERÁ?
Esta noite foi uma passagem terrível. Tive que renunciar a algo que me dava muito prazer. A algo que todos almejam e poucos encontram. Ao tempero da vida, à razão da felicidade. Aos sonhos e esperanças de dias melhores, de alegrias, de ilusão.
- Não dormi, a noite inteira! Tentei, de todas as maneiras. Não consegui. A dor doía! Doía tanto que parecia ser eterna!
Antes, vim ao computador e, sem nem mesmo coordenar os meus pensamentos, escrevi um Poema. Deixei rolar solta a imaginação e depois fui ver o resultado. Ficou negro! Meio tétrico, amargo, mas sincero.
- Fazer o quê, se de negrume cobriu-se a minha alma? Se meu coração chorava, doído?
Paciência! Não escrevo “por encomenda” e sim por inspiração e prazer. Bem ou mal... É assim que é.
É o que eu sinto! Mas, estamos em uma roda viva. Sai-se na chuva, para se molhar! E, ninguém está livre das críticas, interpretações errôneas, comentários maldosos...Não! Pelo contrário. Quem escreve e publica seus textos, fica vulnerável, exposto, frágil!
E, manda o bom tom e o bom senso, que entendamos e aceitemos as diferentes idéias que se têm a nosso respeito. Liberdade de ambas as partes – a de escrever e a de criticar.
Assim, vemo-nos em situações que, por vezes nos parecem difíceis, mas que, na verdade, são apenas momentos passageiros e banais. Não tem tanta importância assim!
São Paulo, 15 de agosto de 2008.
(Milla Pereira)
Publicado por Milla Pereira em 15/08/2008 às 08h19
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Milla Pereira (http://www.millapereira.prosaeverso.net/)). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |

20/06/2008 19h30
São Paulo: te amo ou te odeio!?
SÃO PAULO: TE AMO OU TE ODEIO!?
20 de Junho de 2008 – Sexta-feira – calma, me parecia. Havia prometido a mim mesma que hoje eu não iria botar pés na rua, “nem que a vaca tussa!” Meu planejamento: levantar-me, colocar as tarefas domésticas em dia, almoçar, por volta de 13:00 hs., como de costume e, à tarde seria totalmente reservada ao Recanto das Letras.
Publicar meu Texto de fim de semana e não arredar a bunda da cadeira, enquanto não fizesse todas as leituras atrasadas de meus amigos Escritores. Até aproveitei, entre um e outro trabalho doméstico, para responder alguns e-mails, o que me permitia ficar com a tarde todinha livre. Totalmente dedicada ao Recanto das Letras...
Mas que doce ilusão! Logo por volta de 10:00 hs., atendi o telefone. Era uma amiga muito querida, que sempre socorreu-me em horas difíceis – daquelas que jamais dizem “NÃO” quando um amigo lhe pede um favor – pedindo-me para ficar à tarde de companhia para seu pai, de 90 anos, internado há uma semana no INCOR – para colocação de um marca-passo. Ela, presa no Hospital desde então, necessitava ir até sua casa, tomar um banho respeitável, trocar-se, e ir ao Banco, essas coisas que todos temos de fazer, quase diariamente. E ela não o fazia há uma semana, para não deixar o pai sozinho.
Não tive outra alternativa, senão dizer sim. E, na verdade, eu nem queria qualquer outra opção, pois não se deixa um amigo assim, quando mais se precisa de você. Aí, foi uma correria daquelas. Publiquei rapidamente a matéria que estava programada para a tarde, preparei o almoço, tomei meu banho e me arrumei para sair, almocei – deixando o de meu marido, já pronto, no fogão, salada limpa na geladeira, passei a mão em mim e lá fui eu. O planejamento que havia feito em relação ao Recanto das Letras, às leituras – atrasadíssimas de meus amigos queridos – foi para o brejo. Paciência! Nada a fazer...
Entrei naquele Hospital do Coração, uma referência mundial, um mundo à parte e, assim que cheguei, Zê – minha amiga, como a trato, carinhosamente – saiu, também correndo, como todo paulistano que se preze. Ficamos naquele quarto de Hospital eu, o pai dela e, na outra cama, um senhor de aproximadamente 75 anos, que havia colocado o marca-passo ontem. Fiquei ali, cuidando dos dois. E era um entra e sai de médicos e enfermeiros que os coitados não conseguiam tirar um cochilo, que tanto desejavam. Liguei a TV do quarto, para que assistissem ao jogo da Eurocopa – Turquia X Croácia – para que se divertissem um pouco. Acertei em cheio, pois já se assanharam, acabou o sono, pediram que levantasse a cabeceira da cama para poderem assistir melhor.
Aproveitei, então, para fazer o que mais gosto. Saquei da bolsa meu inseparável bloquinho e desandei a escrever, um, dois, três e, quando me dei conta, já havia escrito 6 textos entre, Poemas, Sonetos... ( esse, escrevi aqui, ao chegar e ter passado por toda essa experiência)
Por volta de 18:00 hs., Zê – que havia saído às 14:00 hs. – retornou e foi logo me alertando. – “Mi, - como ela me trata, carinhosamente – nem pense em tomar um ônibus agora, para descer a Consolação, pois tem greve dos Professores e está um caos. E como estava! Respondi-lhe que daria um jeito e saí, já eram 18:30 hs., quase noite.
Quando cheguei à rua é que vi o quanto ela tinha razão. Os ônibus todos parados, sem sequer se movimentarem, por toda a extensão da Rua da Consolação – que todas essas manifestações são aqui por esses lados - Av. Paulista, Rua da Consolação e Centro da Capital. Havia, mais ou menos uns 50 ônibus parados, e todo o tráfego também. Nada nem ninguém andava! Apenas as pessoas, cansadas da espera interminável por uma condução que se movimentasse, em meio aquele caos que se instalou.
Iniciei a caminhada de mais ou menos uns quatro quilômetros, que separam o Hospital de minha casa e pude perceber a multidão de pessoas, trabalhadores querendo voltar para suas casas para o merecido descanso, estudantes atrasados para suas aulas, época de exames em final de semestre, tornava-se difícil até mesmo andar em meio a todos que buscavam alguma solução.
Então, após 50 minutos, caminhando, sem parar, enfim, cheguei em casa. UFA!!! O saldo positivo é que gosto de fazer caminhadas e a noite estava agradável!
Como sofre o Paulistano, meu Deus! Os Professores escolheram o dia certo e a hora exata para suas reivindicações. Até parece que querem punir o povo, e não o Governo. Não que eu seja contra essas manifestações...
- Eu quero a minha caminha quente, depois de um banho gostoso! Não vou assistir ao Jornal hoje. Já vi tudo ao vivo!
Publicado por Milla Pereira em 20/06/2008 às 19h30
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17/05/2007 18h33
Um dia de Cão!
Um dia de Cão!
Já ouviram falar em “corpo moído”?
Pois é assim que estou me sentindo hoje, desde a manhã. Na verdade, desde ontem, já sentindo-me muito mal, desconfortável mesmo, com tosse, espirros, dores no corpo. Era uma baita de uma Gripe, sem dúvida nenhuma! Daquelas que dá até depressão!
Noite inteira rolando na cama, nariz entupido, respiração ofegante, dificultada ainda mais pela dor de garganta. E a tosse!? Ah! Não sei o que é pior! Meu Deus! Ao levantar-me, de manhã, depois dessa noite de quase terror, vi-me incapacitada de permanecer em pé. Doía tudo! Corpo moído de fato! Tentei voltar para a cama, mas até isso tornava-se difícil! Mas... o que é isso? Será uma simples gripe!?
Estranhei o mal estar completo em que me encontrava.Vontade de fazer absolutamente nada... Não queria me deitar, não agüentava ficar em pé. Que coisa desagradável! Jesus! Vou morrer, acho!
Esperei um pouco para ver se me recuperava, mas como estava já com os sintomas da gripe há mais de duas semanas, e agora, encontrando-me bem pior do que os outros dias, resolvi não brincar com coisa séria e fui ao Pronto Socorro do Hospital Santa Casa, próximo a minha residência. Chegando lá, não esperei mais do que 40 minutos para ser atendida por uma médica jovem, sendo assistida por um médico também jovem. Fez a habitual anamnese (questionário de perguntas e respostas), tomou minha temperatura, mediu a PA, escutou os pulmões e deu o diagnóstico. - Gripe ( das boas), rinite e sinusite.
Nossa! Quantos “Ites”! Eu já previa, pois minha cabeça doía tanto que parecia prestes a estourar de dor. A febre me queimava por dentro, suores frios, mal estar geral, enfim! Passou-me uma Receita à base de Antibióticos, um Inalador nasal, anti-febril e um Anti-inflamatórios. E recomendou repouso. Muito repouso! E muitos “Antis” para os “Ites”.
Então, amigos...por isso encontro-me reclusa hoje. Não dei meu habitual passeio pelo Recanto, não visitei meus queridos amigos e leitores, não fiz a costumeira leitura dos maravilhosos textos dos grandes Poetas e Escritores que aqui se encontram... nada!
Apenas dormi! Dormia e acordava!!! Como em um sonho! Meio tonta, pelo efeito dos medicamentos que havia ingerido. Um monte deles!
Agora, às 18:50 hs., início de noite, depois de um dia difícil, mas nada que não se possa reverter, estou aqui, relatando essas passagens, apenas para não deixar passar em branco um dia inteiro sem visitar meu adorado Recanto das Letras. Amanhã, certamente, encontrar-me-ei bem melhor, mas fortalecida e retomarei a rotina normal da vida. Sem dores, sem febre e com muita energia! É o que espero! É o que acontecerá! Querer é poder! Eu quero! Eu posso! Eu tenho!
S.Paulo, 17 de Maio de 2007
Publicado por Milla Pereira em 17/05/2007 às 18h33

10/05/2007 08h49
Balanço de Vida
Balanço de vida.
AMIGOS!
Hoje amanheci com vontade de fazer um desabafo...
Não um desabafo qualquer, mas uma “conversa ao pé do ouvido”! Estamos quase na metade do Ano de 2007.
Vejam só...Como passa o tempo! É só o comecinho, mas
daqui a pouco estaremos no meio e, logo, logo no final de mais um ano! E, nesses poucos meses que nasceram
eu fiz um balanço do que já me aconteceu: Já tive decepções com amigos, momentos de raiva, de desconforto,discuti com meu marido, já fizemos as pazes,
já fiquei angustiada por ter que engolir palavras dentro de meu âmago que queria e precisava botar pra fora.
Tive a primeira gripe, senti-me mal e também o primeiro mal estar físico e emocional. Já fui assaltada de uma forma invasiva e violenta, tive o rosto arranhado por um moleque de rua, que, aproveitando-se de minha distração em usar o celular na rua, arrancou-o de minhas mãos, jogando-me
ao chão, tornando-me impotente à qualquer reação que eu pudesse ter. É demais, para apenas cinco meses? Não... porque também, nesse mesmo tempo e ordem, eu experimentei surpresas agradáveis, já recebi ótimas
notícias de amigos e familiares, vivi muitas alegrias, momentos de amor e paixão com a pessoa amada...
Abri e-mails maravilhosos, contendo mensagens de otimismo e amizade. Criei e fui aplaudida... Aplaudi os amigos, grandes Poetas aqui do Recanto. Já vivenciei mil momentos de alegria nestes quase cinco meses de um novo Ano, proporcionados por pessoas que me amam e que me fazem ver que existe sim, a verdadeira amizade!
E, também, nesse curto tempo,até onde minha vista
alcança e meu coração se extasia, eu vivi, apesar dos contratempos, das pedras que precisei retirar de meu caminho, para que não cerceassem a minha jornada de vida, de mudanças radicais, por conta disso e tudo o mais,
eu não perdi a esperança! Então... pra que reclamar?
Só tenho a agradecer. Obrigada, meu Deus, por minhas vivências! Obrigada por permitir-me compartilhá-las"
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Publicado por Milla Pereira em 10/05/2007 às 08h49
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